sábado, 1 de novembro de 2008

Aquela que supera.

Eu sigo regras que não existem.
Eu choro só de cisco no olho.
Eu sinto coisas que não demonstro.
Eu tenho uma força invisível.
Eu visto um uniforme que não me cabe.
Eu faço planos em cima do que preciso, não do que gosto.
Eu invento desculpas pra não assumir o mundo.
Eu não sei o que quero, mas finjo que sei.
Eu sigo sempre os mesmos caminhos por medo de me perder.
Eu sou uma calma aparente.
Eu me cobro mais que qualquer um.
Eu tenho medo de ter medo.
Eu não sou boazinha, nem ingênua e muito menos inocente.
Eu critico as pessoas que se parecem comigo.
Eu (não) prefiro ouvir do que falar.
Eu escondo tudo de mim mesma.
Eu amo, teoricamente.
Eu conquisto as coisas e depois não sei o que fazer com elas.
Eu acredito na fé das pessoas, não na minha.
Eu não tomo atitudes, iniciativas ou qualquer coisa do gênero, sou quase uma mosca morta como diria minha mãe rs.
Enfim...

"Viver é negócio muito perigoso."

sábado, 18 de outubro de 2008

Infinitivo

Sentir. Sentir.

Assumir.

Agir. Agir.

Esperar?

Superar. Esquecer.

Crescer.

Rir. Rir.

(não) Resistir!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O sertão está em toda parte.

(Retirantes - Portinari)

Grande Sertão: Veredas - João Guimarães Rosa

"Isto, sabe o senhor por que eu tinha ido lá daqueles lados? De mim, conto. Como é que se pode gostar do verdadeiro no falso? Amizade com ilusão de desilusão. Vida muito esponjosa. Eu passava fácil, mas tinha sonhos, que me afadigavam. Dos de que a gente acorda devagar. O amor? Pássaro que põe ovos de ferro. Pior foi quando peguei a levar cruas minhas noites, sem poder sono. Diadorim era aquela estreita pessoa - não dava de transparecer o que cismava profundo, nem o que presumia. Acho que eu também era assim. Dele eu queria saber? Só se queria e não queria. Nem para se definir calado, em si, um assunto contrário absurdo não concede seguimento. Voltei para os frios da razão. Agora, destino da gente, o senhor veja: eu trouxe a pedra de topázio para dar a Diadorim; ficou sendo para Otacília, por mimo; e hoje ela se possui é em mão de minha mulher!
Ou conto mal? Reconto."

sábado, 4 de outubro de 2008

Algo por você - Engenheiros do Hawaii

Hey, garota, não fique esperando o telefone tocar
Os homens são o que são e são todos iguais
O difícil é saber quem é clone de quem

Hey, garota, não fique esperando o telefone tocar
De volta ao passado, tecendo tapetes,
Esperando o guerreiro voltar

Já lhe fizeram sofrer demais
Já lhe fizeram feliz demais
Tá na hora de você mesma fazer
Algo por você
Só você pode fazer

Hey, garota, o dia já passou, não deixe a noite passar
Passe um batom, ou não, e vá se divertir
Você vai descobrir quem é clone de quem
Hey, garota, faça um favor: não fique esperando
Faça algo por você

Hey, garota, faça um favor: não fique esperando
Faça algo por você
E só você pode fazer